domingo, 7 de dezembro de 2008
Entrevista com a Fiddy
domingo, 16 de novembro de 2008
Novidades
Olá, pessoas! Atualizando esse singelo bloguinho:
* Em primeiro lugar, quero manifestar minha indignação com a organização do show do Nightwish aqui em Recife, realizada pela Astronave Iniciativas Culturais. Simplesmente não houve assessoria, e por tabela credenciamento, de imprensa. Ou seja: quer cobrir, paga pra entrar! E por que foi que alguns veículos de grande porte, como o Jornal do Commercio e o Diario de Pernambuco noticiaram a apresentação, você me pergunta. Eu respondo: para os grandões da mídia, foram dados ingressos do show (para sorteio e tal) em troca de divulgação já que, segundo a Astronave, não havia lá grandes verbas para investir
*Aguardem: em breve vai entrar aqui uma entrevista com a revelação do pagode/swingueira pernambucano: o impagável João do Morro! Só pra vocês sentirem: em off, o cantor contou que depois de ver uma mulher entrar no salão com o cabelo Black Power (feito o dele) e sair “que nem a Pocahontas”, ele se animou e quis fazer o mesmo procedimento em sua vasta cabeleira. A cabeleireira bem que tentou domar a rebeldia capilar dele, mas acabou desistindo. Devolveu o dinheiro de João e disse: “é mais fácil o seu cabelo chegar em Jesus do que no ombro”! Ah, e devido aos preparativos para a festa do Morro da Conceição, não haverá por enquanto o já tradicional ensaio aberto do cantor, que ocorre às quartas-feiras no bairro. Por enquanto, o pagodeiro vai se apresentar todas as quintas-feiras no Hmenon Hall, que fica na Av. Agamenon Magalhães (esquina com a Av. Conde da Boa Vista), no Derby.
*Em breve também entrevista com a banda de arriation metal (neologismo péssimo, eu sei!) Fiddy, finalistas do GAS Sound. Os nove moçoilos e eu vamos fazer umas doces travessuras e tirar onda!
domingo, 9 de novembro de 2008
Novo clipe da Love Toys - Only Tease
domingo, 2 de novembro de 2008
Uma entrevista delirante com a Caravana do Delírio
Rexona Men!
O que deixa o sistema de vocês nervoso?
Críticos de música.
Todos os homens são lendas?
Sim, todos os homens são lendas. Tem até uma frase de Clarice Lispector que eu li, depois de fazer a música, que diz uma coisa parecida. Era alguma coisa do tipo, todas a vidas são inacreditáveis, se você prestar atenção nelas direito.
Como é o romântico em vocês?
Caramba, essa eu não saberia responder pelos outros. Posso falar do romântico em mim?
Pode.
O romântico em mim trabalha bastante, acho que eu tô até melhorando agora. Mas costumo ser muito brega quando gosto de alguém de verdade. Eu me considero um cara bastante romântico.
O que vocês querem fazer antes de descansar em paz?
Sucesso.
Com o que vocês se importam?
Em fazer um trabalho bom. Talvez até demais.
Vocês são mãonogamicos?
Porra, essa é foda! Toda a banda segue o princípio da mãonogamia. Desde que eu toquei a música pra eles pela primeira vez, a identificação foi imediata
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
IV Nox on the Rock
Olá, pessoas! Cá estou eu, cansada mas feliz, para falar de uma noite memorável; a de ontem, 30 de outubro. Por que memorável? Simples, porque a quarta edição do Nox on the Rocks, com MQN (GO), AMP, Vamoz!, Black Drowning Chalks (GO) e Macaco Bong (MT), quebrou tudo. Ninguém sabe quem pirou mais, as bandas ou a platéia – um pequeno grupo de privilegiados que se permitiu participar dessa farra que, com certeza, não sairá da cabeça tão cedo.
Não vou falar detalhadamente de cada show por dois motivos: exceto a Macaco Bong, todas as bandas são de rock-sujo-e-bom-pra-cara***, e porque não prestei atenção em todas as apresentações. Mas vamos aos pormenores que merecem ser citados:
- Quem se apresentou primeiro foi a Vamoz!, que já chegou chegando, sem essa de não ir tão bem por ser a primeira. Orgulhosamente da terrinha, botou quente!
- Quase ninguém conhecia a Black Drowning Chalks, mas tenho certeza de que ela ganhou vários fãs. Porrada na orelha! E a apresentação teve a participação especial de Fabrício Nobre, vocal da MQN, presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e porra louca pra caramba!
- Nenhuma banda pirou tanto – ela e a platéia – quanto a MQN. Fã louca dançando no palco, banho de birita em Fabrício... mais rock impossível!
- Deviam aproveitar mais a Nox para fazer show... a qualidade do som de lá é muito boa!
- Quem sai de casa em plena quinta-feira, não sai pra ficar olhando para as paredes! Por isso mesmo o público mandou ver: pulou, dançou, bateu cabeça, fez air guitar... enfim, soltou a franga!
Devia ter um evento desses em Recife todo fim de semana! Quem ficou em casa vendo o 1x1 do Sport e Santos, perdeu!
Microfonia - segunda semifinal e divulgação dos finalistas
Quem abriu os trabalhos foi A Banda de Joseph Tourton, que fez uma apresentação de qualidade no Microfonia, no estilo da do Coquetel Molotov. Os músicos estavam bastante entrosados e à vontade, pareciam estar em um ensaio, sem ninguém olhando. Bom de ver e melhor ainda de ouvir.
A segunda banda da noite deveria ter sido a Ilíada 1, mas devido ao atraso de alguns integrantes, quem subiu ao palco foi A Comuna, notoriamente discípula do faz-tudo-cultural Jomard Muniz de Brito – que, por sinal, recitou seus poemas tendo o som da banda como trilha, no álbum JMB em Comuna. Viajandona toda, do som às letras. Cabeça no experimentalismo e na Tropicália, mas com os pezinhos na atualidade.
E chegou a noiva, ops, a atrasada: Ilíada 1. Era melhor nem ter ido. Nervosa, fraquinha e sem criatividade. De longe, a pior das semifinalistas. Além do atraso, e de aparentes problemas técnicos, o nervosismo era bastante aparente. Um cover descarado e mal feito de Los Hermanos e Gram. Mas pelo menos torcida eles levaram, a julgar pela quantidade de pessoas com camiseta da banda na platéia.
A Black Flowers é uma banda rara. Mas não no bom sentido. O som é bem Guns N’Roses. A novidade está na distribuição do carisma na banda: todos têm, exceto o vocalista! Dá até para esquecer que ele está no palco. Já que era pra copiar o Axl Rose, que não fosse só no timbre de voz e no lenço da cabeça, né?
A outra viajandona da noite, a Gigantesco Narval Elétrico, despertou ódio e paixão. Suas viagens criativas e psicodélicas não são de fácil assimilação, não é uma música “fácil”. Quem não quis entender, torceu o nariz. Quem embarcou na onda, caiu de amores.
Dizer que The Keith é uma banda ruim seria o mesmo que dizer que The Strokes não presta. Porque o som é quase idêntico. Eles tocam bem, animam e tal... mas cadê a criatividade, meu Deus? Entretanto, é uma forte candidata a ser sucesso entre os indies do Recife. Luiz, guitarrista da Love Toys, pirou no som dos caras. Ah, e o cabelo de tigela do vocalista funciona no palco, mas imaginei aquela criatura andando no sol do meio-dia da cidade, à paisana. Deve causar uma estranheza...
A Voyer foi a única banda a ter uma mulher com integrante. Meninas do meu Estado, cadê vocês nos palcos pernambucanos. Outra rara vocalista das redondezas, Iana, da Carfax, esta animadona com a Voyer. Mas não me animou não, viu? New rave em tons pastéis, faltou mais alegria, mais colorido.
Nem Cannibal, da Devotos, fala tanto “é rocha” quanto o vocalista da Ugly Boys! Irrita, credo! Mas a apresentação compensou. Punk rock feijão-com-arroz, simples e gostoso. Até a clássica contagem estilo Ramones (a velha “um, dois, três, quatro”) rolou. Show bom e bem feito, como só quem tem dez anos de estrada sabe fazer.
Todo mundo se apresentou, coisa e tal, e aí veio o momento nervoso: a divulgação dos finalistas. Aguardando a decisão da comissão julgadora – que teve a ausência do homem do Abril pro Rock, Paulo André, pois o mesmo estava participando de um evento
E aí começou o cumprimenta/consola. E a Macaco Bong prosseguiu tocando. E eu fui pra casa, que sou pobre e moro longe!
domingo, 19 de outubro de 2008
Final - Red Bull Street Style
Olá, pessoas! Para dar uma inovada nas minhas andanças, fui à final nacional do campeonato de futebol Freestyle Red Bull Street Style, que rolou ontem (17), no Marco Zero do Recife Antigo.
Começando do começo: eu não fazia a menor idéia do que cargas d’água era futebol freestyle! Agora eu sei que é a execução de acrobacias com a bola não só com os pés, mas com várias partes do corpo, como cabeça, ombros, coxa, entre outras (olha como estou ficando sabida!). É meio que uma mistura de malabarismos com a bola e dança.
O evento, que teve apresentação de Roger de Renor (e um outro cara aí que não sei quem é), começou com uma apresentação da Mundo Livre S/A, que tocou “Free World”, “O Mistério do Samba” e “A Expressão Exata”. A banda não estava das mais animadas, mas nada que atrapalhasse.
E começou a competição. Dezesseis meninos (meninos mesmo, a maioria era adolescente) disputaram uma vaga no mundial da modalidade, e o negócio funcionava assim: dois deles duelavam por três minutos, sendo que cada um exibia seus dotes com a bola por 30 segundo, e depois passava para o adversário, e assim sucessivamente. No fim, o júri - formado pelo radialista Léo Medrado, o atacante Carlinhos Bala e o ex-jogador da Seleção Brasileira de 1970 Jairzinho - escolhia o vencedor do duelo, que se classificava para as semifinais e, por fim, a final.
Entre os competidores, um em especial tinha a maior torcida (basicamente as cinco mil pessoas que estavam assistindo): o garoto de 15 anos Pedro Henrique, o Pedrinho. Por quê? Simples, ele estava competindo em casa, ou seja, ele é pernambucano. E como pernambucano é bairrista pra caramba...
Depois notei que não era só bairrismo, não. Não é que Pedrinho é realmente muito bom? Imagine o que é fazer piruetas de ginástica artística e passos de hip hop com uma bola de futebol sem deixá-la cair. Pois é, ele fazia isso. Pena que ele não ganhou na final. Acabou perdendo a disputa para o capixaba Murilo Pitol. O terceiro lugar ficou para o carioca Fernando Carvalho, o Pitt, ou “Bolado”, como a platéia o apelidou (para quem é de outros estados: ‘bolado’ aqui em Pernambuco quer dizer ‘amostrado’, ‘metido’, ‘que se acha’).
Nesse meio de campo, a Mundo Livre subiu ao palco novamente, mais ou menos na metade da competição (antes de começar a apresentação, o Fred 04 até arriscou umas embaixadinhas, mas sem o público ver), para tocar “Meu Esquema” e “Musa da Ilha Grande”. Além deles, ainda se apresentaram Maggo MC (que incentivou a torcida pelo Pedrinho) e os b-boys do grupo Recife City Breakers.
Quem encerrou o evento foi a Mundo Livre S/A. Arrisco dizer que até um pouco mais animadinha do que no começo! Mandaram “Destruindo a Camada de Ozônio”, “Computadores Fazem Arte”, “Bolo de Ameixa”, “Muito Obrigado”, “E A Vida Se Fez de Louca” e outras duas músicas que não me recordo agora. Não foi lá o melhor show da vida deles, mas foi eficiente para a ocasião.
União – Preciso comentar: a postura dos competidores foi exemplar! Eles entravam abraçados, e vibravam uns com a vitória dos outros. Quando começaram a vaiar o adversário do Pedrinho, ele pediu pro público aplaudir em vez disso. Bonito de se ver! Que bom seria se todo mundo fosse assim... ah, e a platéia apelidou quase todos os freestylers (uia como já to!): Eduardo Key virou Coxinha (pela semelhança capilar com o mamulengo cearense), Murilo Pitol virou “Salsicha” e por aí vai.